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A história do futebol português está toda ela envolta em polémicas, escândalos, suspeições, e muita falta de credibilidade e de transparência. Sempre, ou quase sempre foi assim.

 

O facto de ser sportinguista não faz com que eu afirme que o Sporting não tenha os seus pecados. Seria hipócrita afirma-lo, e desde logo essa hipocrisia arrastaria este artigo.

 

Todavia, de uma maneira-geral, tenho a certeza que na maior parte da história do futebol e do desporto, soubemos ser melhores que os outros.

Desde logo, o Sporting tem nas suas origens gente de um enorme pioneirismo. E esse legado foi passado de geração em geração.

 

Mas, vamos desde já onde quero chegar:

Hoje é já recorrente encontrar na blogosfera leonina aquele mito já quase enraizado de que os presidentes após Sousa Cintra foram uns "mansos", e que actualmente sim, defendem-se os interesses do Sporting e combate-se a falta de transparência do futebol português.

Ou seja, o tal período que é hoje odiado e difamado, levando a uma generalização que me parece injusta, denominada de "roquettismo" (de 1995 a 2013).

 

A Internet é hoje um meio em que muita mentira e contra-informação é passada a público, mas, felizmente, quem a souber utilizar de uma forma honesta, pode não fazer esquecer alguns factos interessantes, e que até nos orgulham enquanto sportinguistas.

É o caso de uma série de vídeos que estão no youtube, relativamente ao tal problema que está enraizado no futebol português.

 

Aqui, em 1995, mal Santana Lopes tomou posse, viu-se envolvido com uma aliança entre Benfica e FC Porto

 

Santana Lopes foi de certa forma traído pelo presidente do Benfica Manuel Damásio, isolando ainda mais o Sporting nas questões da Liga e da arbitragem. Se o Sporting já era o mais prejudicado dentro do futebol português, pior ficou nos anos seguintes.

Mas o presidente de então demonstrou desde logo que não se revia na falta de credibilidade dos seus rivais, tendo o Sporting uma posição virada para a modernização do futebol português.

 

 

Nos anos seguintes o Sporting seria prejudicado como já era recorrente, até que em 1998-1999 o Sporting tomou medidas

 

 Os lances em que o Sporting se queixou na temporada 1998-1999

 

 

Os declarações dos dirigentes do Sporting

 

 Comunicado do dirigente Simões de Almeida

 Comunicado do presidente José Roquette

 Entrevista ao então Vice-presidente António Dias da Cunha. Ele que enquanto presidente de 2000 a 2005, foi talvez o dirigente que mais lutou contra o "sistema". Desde a sua posição frontal, a alianças, à contratação de "inspectores" como Marinho Neves, de tudo um pouco fez. Inclusive, antes de "rebentar" o processo Apito Dourado, ele afirmou à RTP que Pinto da Costa e Valentim Loureiro eram os "rostos" do "sistema". Ele que enquanto dirigente esteve nos 2 últimos títulos de campeão pelo Sporting. 

 Discurso do presidente José Roquette, apelando à união do clube, num momento particularmente difícil do Sporting dentro do então contexto do futebol português. Um discurso que recomendo a todos os que julgam que há um Sporting "antes" e "depois" de Bruno de Carvalho.

 

Jogo do luto

 

 Sporting 5 Académica 0

 

As propostas do Sporting para modernizar o futebol português

 

Curiosamente, Bruno de Carvalho fez o mesmo mal chegou ao Sporting. Tenho é dúvidas se foi sincero. Pois quem é "verdadeiro", creio que não precisa de "perseguir" todo um passado do Sporting.

 

 

Conclusão

 

Aparentemente os intentos do Sporting foram conseguidos no curto-prazo. Isto, porque nas 3 épocas seguintes o Sporting viria a ganhar 2 campeonatos e uma Taça de Portugal após 18 anos de "jejum".

 

A médio\longo prazo não o foram, pois o Sporting, tal como concluo neste artigo, voltaria a ser prejudicado pelas arbitragens, e de uma forma directa, foi-nos impossibilitado de vencer no mínimo 2 campeonatos e uma Taça da Liga. Títulos que fariam com que o crescimento que o Sporting vinha tendo desde 2000 se prolongasse durante muito mais tempo, e quiça, impossibilitou-nos de sermos hoje um clube muito mais estável e consolidado, tal como pessoalmente conclui no artigo A azarada semana que alterou o destino do Sporting.

 

Serve este artigo para tentar demonstrar que é uma falácia e uma desonestidade-intelectual querer reescrever a história do Sporting, quando nunca deixamos de ter histórias bonitas para contar.

 

 

 

 

 

 

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« O Sporting vai nomear uma comissão interna para ouvir os antigos presidentes cujos atos de gestão levantaram dúvidas depois de concluída a auditoria de gestão solicitada pelo atual líder, Bruno de Carvalho.

Eu causa estão, pois, os mandatos de José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, que já foram contactados no sentido de os leões saberem se estão dispostos a responder à referida comissão interna, sendo que, apurou A BOLA, até este momento apenas José Roquette manifestou total disponibilidade para marcar presença.

Caso o processo avance, e consoante as conclusões da referida comissão, de acordo com as justificações que os anteriores presidentes derem em relação aos temas a que forem questionados, o assunto será levado a Assembleia Geral, pois a última palavra pertencerá aos sócios, são eles que vão decidir se os casos devem ser julgados em tribunal ou não - já foram os associados, de resto, que também em assembleia geral deram luz verde para a atual Direção avançar para tribunal.

Há aqui, porém, dois casos diferentes, que se prendem com José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, uma vez que já correm nos tribunais ações do Sporting contra ambos.

Porém, nestes casos, os leões optaram por agir primeiro por haver dúvidas relativamente à natureza da responsabilidade sobre os atos apurados e respetivos prazos de prescrição - isto é, se foram diretamente responsáveis pelos atos de gestão em causa ou se apenas tiveram conhecimento dos mesmos.

Também neste caso, e de acordo com as conclusões da comissão, e se for caso disso, o assunto será levado a Assembleia Geral, podendo as queixas ser retiradas caso seja essa a vontade dos sócios.

O assunto  está a ser tratado discretamente e ninguém quer comentá-lo publicamente, pelo menos para já.

Uma fonte leonina, no entanto, confirmou a A Bola as diligências feitas pelo clube no sentido de ouvir os antigos presidentes. «Sim, confirmamos que decidimos dar oportunidade aos anteriores presidentes de se defenderem», disse apenas.

O assunto conhecerá desenvolvimentos mal os restantes ex-presidentes se manifestem, ou não, disponíveis para conversar com a comissão interna.»

Fonte: A BOLA de 12\8 na versão em papel

 

Hoje percebe-se que tudo isto não passou de uma estratégia eleitoral, e assim continuará até ao fim. Para que haja coerência, a ver vamos se Bruno de Carvalho será julgado desta forma quando sair do Sporting. É que mesmo hoje, há tantas coisas por lhe perguntar, e tantas coisas que têm ficado sem resposta... 

Mas se ele se quer perpetuar no poder, por alguma razão será...

 

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Antes de ir ao cerne do artigo, nunca fui adepto de presidentes. Só para que fique claro.

Nos dias de hoje, o facto de eu ser um critico de Bruno de Carvalho, faz com que para muitos, eu seja um "croquete", um "lambuças", um "sportinguense", entre outros "mimos" do género.

Normalmente o presidente até era o último em quem eu pensava. Talvez por ainda ser muito novo, estava mais preocupado em assistir aos jogos e às peripécias que envolviam os artistas da bola - como os jogadores e os treinadores - pois esses sim, são os homens do futebol.

 

A ideia que eu tenho daquilo que deve ser o papel de um presidente, é totalmente oposta ao que tem sido este actual presidente.

O presidente deve ser o máximo representante de um clube. Deve falar nos momentos certos e nos locais apropriados. Tem que estar na tribuna a representar institucionalmente o clube que preside. Deve manter-se afastado do balneário e dar o devido espaço aos técnicos. Deve respeitar os adeptos e a história do clube antes de tudo. Deve ser um foco de união, e não de divisão.

 

Ora, o antigo presidente José Roquette, soube muito bem desempenhar esse papel. Independentemente de ao nível da gestão e do projecto estarmos ou não de acordo, enquanto foi presidente, acho que nunca nos envergonhou, e soube nos representar.  

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E porque falo em José Roquette? Porque Bruno de Carvalho, naquela sua ânsia de criar um regime brunista que o tente perpetuar no poder, sentiu a necessidade de passar a ideia que entre 1995 e 2013 todos os dirigentes do Sporting foram uma "famiglia", e o nome que inventou para os denominar foi o termo "croquetes", numa alusão ao nome do antigo presidente.

Presidente que efectivamente teve um projecto para o Sporting, mas que só esteve no clube durante 5 anos.

 

O seu projecto passou pela modernização do clube, com a criação da SAD, e no investimento num novo estádio e de uma Academia. Num tempo em que o Sporting já não era campeão há 13 anos e não tinha grandes perspectivas de futuro. Foi o único que apresentou uma solução.

 

Acabou por ser um modelo a seguir também pelo Benfica e pelo FC Porto - porque provavelmente, era mesmo inevitável.

De resto, que papel teve ele na gestão do clube e da SAD nos restantes 13 anos que são denominados por "roquetismo"? Nenhum, como é evidente. Quanto muito tinha a sua posição como qualquer sócio.

 

Mas confesso que cheguei a acreditar que poderia haver alguma coisa escondida por trás da gestão desse período, face a tanta propaganda e contra-informação por parte das agências de comunicação ao serviço de Bruno de Carvalho.

Só que não é possível enganar para sempre.

 

E o que fez com que eu começasse a abrir os olhos para a demagogia de Bruno de Carvalho, foi um vídeo que encontrei no youtube relativa à festa do título de 1999-2000.

No pós-jogo, todos nós ficamos felizes e emocionados. Nós, os adeptos; os jogadores, o treinador, e inclusive o presidente. Campeões após 18 anos de espera!

 

Vi no presidente José Roquette um sportinguista tão feliz como nós. Assim que o jogo terminou, teve na tribuna um discurso muito emotivo perante o repórter da SIC. Passados alguns minutos, desceu ao relvado e foi aplaudir os adeptos que foram apoiar a equipa. O seu nome era entoado pelos sportinguistas. Era um factor de união entre os adeptos.

 

 

Foi a partir daqui que comecei a reflectir sobre a propaganda actual. Comecei a reflectir se faz sentido dividir o Sporting num "antes" e num "depois" de Bruno de Carvalho, como se todos nós enquanto clube, não deveríamos estar tanto nos bons como nos maus momentos. Comecei a reflectir se num clube como o Sporting deve existir sportinguistas de "primeira" e de "segunda".

E como as auditorias não concluiram nada que não se soubesse já (incluindo as falácias sobre as derrapagens), fiquei ainda mais convicto que toda aquela propaganda só serviu para nos enganar num periodo em que estavamos frustrados com os resultados do futebol em 2012-2013.

 

Portanto, estarmos a apelidar uma grande parte da história do Sporting como "roquettismo", ou adeptos de "croquetes", não é justo. Não é justo para as pessoas visadas, e fundamentalmente, não é justo fazermos isto à nossa própria história. Pessoalmente não consigo olhar para o nosso clube com um "antes" e um "depois" de Bruno de Carvalho. Nem quero acreditar que os dirigentes que estiveram no Sporting não deram o que sabiam e podiam.

E nós, sócios e adeptos, estivemos com eles. Se eles lá estiveram, foi porque tiveram o nosso apoio e os nossos votos. E como eu só consigo olhar para o Sporting como um "todo", os insucessos, por exemplo, de Bettencourt e Godinho Lopes, foram também os nossos insucessos, na medida em que eles foram elegidos por nós, e por não ter havido ninguém que pudesse ter feito melhor - porque esse melhor a existir, não estava lá.

 

Faz hoje 16 anos (14-05-2000) que em Vidal Pinheiro conquistamos o título após 18 anos de jejum. O tempo passa depressa, mas não apaga a história.

 

E não querendo fazer de José Roquette mais que os outros, até acho que o facto do Sporting ter tido um José Roquette como fundador do clube, e passados 89 anos, termos tido o seu neto José Roquette a ser o único a chegar-se à frente para pôr termo ao Gonçalvismo\Cintrismo e reformar o clube para o século XXI, e ainda ter ganho um título 18 anos depois; deveria e podia ser enaltecido. Não haverá certamente mais nenhum clube no mundo que possa gabar-se disto.

 

Amanhã ainda temos a possibilidade de voltar a ganhar o título após muitos anos. Agarremos-nos a essa possibilidade com a maior força possível.

E se possível, que a possível conquista do titulo possa vir a ser um factor de união entre os adeptos, sócios, e fundamentalmente, da nossa centenária história - que tão maltratada tem sido, inclusive, por nós sócios e adeptos.

 

 

Nota: Neste artigo aprofundo mais detalhadamente o período de 1995 a 2013, onde tento demonstrar que nem tudo foi assim tão mau como parece.

Aqui está o vídeo completo, com a transmissão do jogo e as posteriores reportagens.

 

 

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