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O milagre

20.04.16

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Em plena campanha eleitoral (se é que nunca esteve desde o primeiro dia...), Bruno de Carvalho fala em milagre! Declarações que já nada surpreendem. É mais do mesmo...

 

Mas o que sustentou esse suposto milagre?

Foram os fundos russos?

Foram os fundos americanos?

Foram os parceiros que iriam investir entre 15 a 20 milhões no imediato?

 

E o que vimos na prática?

Não vimos investidores nenhuns, e só é hoje presidente do Sporting, porque provavelmente, Ricciardi não quis levantar polémicas num clube já então muito dividido.

Relembremos a célebre tarde de 10 de Abril de 2013 através deste link.

Pois, já aqui Bruno de Carvalho demonstrava ser um artista a empurrar com a barriga. Fazia as promessas, e depois logo se veria que truques se usariam para disfarçar as suas mentiras.

Foi chamado de "garoto" por Carlos Barbosa, que o acusou de fazer promessas falsas!

 

Bruno de Carvalho é um deslumbrado que se quer agarrar ao "tacho" a qualquer custo.

Se assim não fosse, ele diria o seguinte:

-  "Apesar dos maus resultados desportivos da anterior administração, deixaram-me uma reestruturação-financeira para dar continuidade".

-  "Temos uma das melhores academias de formação do Mundo. Tanto assim é, que a formação foi a base do crescimento da equipa principal. Só esta época já foram utilizados 11 jogadores da formação.

-  "Tivemos lucros financeiros com as transferências de Bruma, Tiago Llori, Moutinho, Eric Dier, ou Cédric. Tudo jogadores da formação. Para não falar das vendas de Rojo, Arias, Rinaudo, etc.

-  "Temos uma massa associativa e adepta fiel e dedicada".

-  "Temos uma linda história que suporta qualquer momento de crise".

- "Contratamos 3 bons treinadores" (valha-lhe isso).

 

Até quando os sportinguistas vão admitir que tenhamos um presidente que se serve do clube e ainda nos goze na cara?

 

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 58 títulos depois, com Taças\Ligas dos Campeões e Taças UEFA\Ligas Europa pelo meio, Pinto da Costa, começa nos dias de hoje, a ter oposição interna. Para além dos muitos milhões gastos nas duas últimas épocas para não ganhar praticamente nada, soube-se, que a família Pinto da Costa, lucrou com comissões de transferências de jogadores - mais concretamente o seu filho Alexandre.

Para muitos dos adeptos do FC Porto, não há palmarés algum que desculpe o que está a acontecer no seu clube.

É a isto que eu chamo de cultura de exigência. E o que é a cultura de exigência?

Na minha perspetiva, a cultura de exigência, por exemplo, não é pedir que um grupo de jovens jogadores sem experiencia de Champions e de lutar por títulos, consigam fazer mais do que não podem e sabem.

A cultura de exigência pratica-se diariamente, e em coisas simples. É simplesmente pedir rigor, seriedade, transparência, dignidade, respeito, ética, respeitar a história do clube e os seus sócios\adeptos, etc.

A cultura de exigência tão apregoada nos dias de hoje, é tudo menos aquilo que se vive actualmente em Alvalade.

Na ilusão de ganhar finalmente um campeonato, fecha-se os olhos aquilo que está a ser uma gestão que tem muito que se lhe diga. Pois o Sporting tem que se preparar para o presente, mas fundamentalmente para o futuro. E nunca passando por cima da identidade histórica do clube, e pelo respeito que o maior património do clube merece - os seus sócios e adeptos.

Se formos campeões, temos que dar mérito à actual direcção, mas também não nos podemos esquecer que a actual administração são profissionais remunerados. Nós sim, seremos os verdadeiros campeões. E independentemente de sermos ou não os campeões, temos que exigir sempre o que eu já referi. Só assim poderemos crescer sempre mais e mais...

E só quem não é sério, é que não se prestará a uma gestão rigorosa e 100% transparente perante todos nós.

Mas infelizmente, a mentira, a demagogia, a falta de respeito, têm sido o pão nosso de cada dia.

 

Vamos a alguns exemplos de gestão e actos aos quais nós temos fechado os olhos aos longo dos tempos:

- Ter um presidente que quando era oposição, deu mais de 60 entrevistas e escrevia o que queria no seu facebook, e atualmente, apelida os que hoje o criticam, de "Governo-Sombra".

- Ter apelado aos sócios numa Assembleia-Geral de Abril de 2012, para chumbarem uma proposta da então administração, pois a solução estariam nuns investidores russos e americanos com 120 milhões para investir no clube.

- Ter-se "esquecido" dos seus "fundos" (que nunca existiram), e promover-se a ele próprio em viagens pela FIFA, UEFA, UE, etc, numa suposta luta contra os fundos. Mas mais tarde, só através do Leaks, tenhamos sabido que afinal, o fundo do Sporting era o Recretivo de Caála.

- Criticar antigas administrações por pagar comissões, mas no fim de contas, só através do Leaks, tenhamos sabido que temos enriquecido um antigo empresário das carnes, o Costa Aguiar.

- Criticar as comissões, mas ter um Inácio na estrutura, que já foi corrido do Vaslui da Roménia por partilhar comissões com empresários.

- Prometer em campanha eleitoral contratações cirúrgicas, e nos 2 anos de Carvalho\Inácio, já irmos em mais de 50 jogadores banais.

- Deixar sair Carrillo para o Benfica a custo zero, não o aproveitando a nível financeiro, e ainda o tirando ao treinador Jorge Jesus, quando estava a ser o melhor jogador, e era o único extremo com condições para dar garantias nessa posição do terreno.

- Vender um Montero para ir buscar um Barcos à China.

- Despachar a questão dos 2 milhões mistério da transferência de Montero para o facebook pessoal do presidente, somente com vitimizações, e não esclarecendo nada de concreto.

- Achar que podia ser campeão com as suas contratações "cirúrgicas".

- Sentar-se no banco de suplentes, mas colocar-se à margem nas derrotas, seja com posts de facebook a criticar jogadores, seja a refugiar-se imediatamente para os balneários.

- Incompatibilizar-se com o treinador, e pedir ao dono da empresa de catering que fornece o Sporting, que faça o trabalho sujo para enganar os adeptos, difamando o treinador, e poder despedi-lo (aqui não nos deixamos enganar).

- Processar sócios por terem opinião.

- Perseguir anos e anos de dirigismo do Sporting.

- Fazer uma auditoria de gestão, não fazendo uma única pergunta aos visados, demonstrado que querem difamar anos e anos de história do Sporting a qualquer custo.

- Ridicularizar 50 anos da história do clube, no núcleo de Alenquer.

- Despedir um jovem treinador com potencial, para contratar um treinador de 5 milhões, muito aquém de valer esse dinheiro - como esta temporada o tem demonstrado.

 - Rasgar contratos e perder processos em tribunal.

- Proferir termos que envergonham a instituição como "trampa", "nádegas", "belfodil", etc.

- Escrever comunicados por tudo e por nada. Nem que seja para apelar a adeptos para não dormirem numa determinada cadeia de hotéis.

- Ter uma SportingTV onde temos programas miseráveis como o Futebol de Perdição, e os comentários do Carlos Dolbet.

- Ter na Academia um Virgílio, que desde 1990 não fazia nada no futebol. Um enorme cheiro a tacho.

- Desinvestir na formação e tendo já os consequentes maus resultados desse brilhante acto de gestão.

- Estar em constante picardia com o Benfica para desviar as atenções da sua incompetência.

- Ter jogadores que lhe dizem na cara que ele é "mentiroso", e que "quem não sabe perder, não sabe ganhar".

- Afirmar que daria pontapés no rabo de num árbitro.

- Afirmar que o Sporting é nosso (dele).

- Apelar aos sócios para não o deixarem cair por motivos financeiros e familiares.

- Campanha eleitoral constante.

- Assembleias Gerais com 2\3 horas de monólogo.

- Ausência nas reuniões da Liga por covardia.

- Provocar desacatos em pavilhões por não saber perder.

- Reestruturação-financeira que nunca foi dele, quando a solução até estariam nos seus "fundos".

- Cláusulas de rescisão ridículas a jogadores.

- Afirmar em entrevista que o clube não era conhecido internacionalmente antes de si, mas recentemente, já em plena campanha eleitoral, enaltecer o número de títulos da história do Sporting nas mais diversas modalidades.

- "Desistir" da Taça da Liga da época seguinte, somente devido a uma birra que lhe deu naquele momento.

- Apresentar um lucro supostamente record, com o dinheiro que o Sporting teria que devolver à doyen, e na mesma Assembleia-Geral, aumentar o ordenado para o dobro.

- Perder jogadores para os rivais como Mitroglou, Danilo, Cervi, José Sá, Marega, Suk; e levar semanas para contratar jogadores como Teo e Ruiz; devendo-se à falta de confiança que os empresários naturalmente sentem por quem os difama na praça pública.

- Ser hoje o maior inimigo do Benfica, mas ter permitido que o Sporting aceitasse jogar contra o Benfica na Terça-Feira seguinte, depois da queda da lã de vidro, condicionando a estratégia surpresa que Leonardo Jardim tinha preparado. Perdemos.

- Utilizar a SportingTV para humilhar Manuel Fernandes.

- Conquistar uma Taça de Portugal, e dar pontapés em garrafas de água feito doido, sendo o centro das atenções, não demonstrando qualquer sentido institucional enquanto líder máximo do Sporting Clube de Portugal.

- Construir um pavilhão com dinheiro de sportinguistas que contribuíram para a Missão Pavilhão, mas marcando a inauguração para o mês das eleições.

 

Enfim, acho que já chega...

Agora, não será tempo de começarmos também a ser mais exigentes, e "apertarmos" com ele(s)?

É esta a contrução do futuro?

 

 

 

 

 

 

 

 

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Hoje na A Bola (8 de Abril), fomos presenteados com mais uma inenarrável prosa de Eduardo Barroso, bajulando o actual presidente do Sporting.

Se fosse um jovem incauto que facilmente se encontra numa qualquer rede social, dar-se-ia o desconto. Agora num homem inteligente (não fosse ele um dos melhores cirurgiões do mundo), já com uma certa idade, que vive o Sporting há décadas, confesso que me faz imensa confusão como se pode descer a um nível tão ridículo.

Não vou transcrever nada desse pedaço de prosa. É perder tempo - e eu perdi o meu.

Mas não resisto, e aproveito o momento para vos mostrar um vídeo de uma entrevista a Vale e Azevedo nos Donos da Bola em 1997, em que Eduardo Barroso era o "representante" do Sporting.

Eduardo Barroso criticou a forma de estar e os actos de gestão de Vale e Azevedo.

Através deste vídeo, desde logo se podem fazer várias analogias com o actual presidente do Sporting:

- Aquela pose de quem acha que convence os outros das suas atoardas.

- Promessas ao nível de contratar um Rui Costa (connosco foram os investidores russos e americanos).

- O rasgar contratos com outras entidades.

- O centralismo\presidencialismo, achando que ainda tem que reformular os estatutos para ter o poder total.

- Culpar todos os males do Benfica com os 10 anos anteriores, apelidando os anteriores dirigentes e o futebol português em geral, de muita irresponsabilidade.

- A vitimização perante a comunicação social.

 

Fora desta entrevista, ao longo dos anos, muitos outros episódios fazem lembrar o actual Sporting. Por exemplo:

- O afirmar que era o Salvador.

- A forma como quis despedir Manuel José por justa causa. 

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Assembleias-Gerais transmitidas em directo

- Apregoava que lutava contra o "sistema".

- O corte de relações e as constantes provocações aos presidentes de Sporting e FC Porto.

- Por vezes, comportava-se como um adepto. Numa vitória por 1-4 em Alvalade, ao lado de José Roquette, a cada golo, levantava-se e festejava de forma eufórica, demonstrando falta de respeito e pouco sentido institucional.

Num outro jogo contra o Sporting em Alvalade, assistiu ao jogo no meio da claque do Benfica, festejando eufóricamente os golos do seu clube.

- O colocar-se à margem dos 7-0 em Vigo, obrigando todo o plantel, através do capitão João Pinto, a pedir desculpa aos benfiquistas numa conferencia de imprensa (ainda não havia facebook para pôr em causa o profissionalismo dos jogadores).

- Deixou o João Pinto sair para o Sporting a custo zero, por incompatibilidades (Carrillo).

 

Estas personalidades, por vezes, surgem na política como no futebol. Surgem sempre após momentos de crise, e os espertalhões aproveitam a oportunidade, já que o país ou a instituição estão vulneráveis a ouvirem as atoardas do primeiro aventureiro que surgir. Foi assim com o Benfica de Vale e Azevedo, foi assim como este Sporting, como foi em muitos outros casos da história da política.

 

Personalidades que se agarram ao poder e que tentam viver à custa do cargo, seja para conseguir dinheiro ou estatuto social. A sua politica visa sobretudo a reeleição, e não o diálogo aberto e saudável sobre o que poderá melhor servir os interesses da instituição. Logicamente, que nestas circunstâncias, quem perde é a instituição, e o final da história, é um rastro de destruição com as pessoas completamente divididas e a instituição muito mais pobre.

 

Perguntam vocês: e o Bruno de Carvalho está-se a servir do Sporting? Bem, o passado empresarial de Bruno de Carvalho fala por si. Os 10.000€ de ordenado são um luxo, e ele próprio já apelou numa Assembleia-Geral para não o deixarem cair - porque tem família, e em Portugal não consegue emprego. Ou seja: ele próprio assume que está agarrado ao poder por questões que não têm a ver com o Sporting.

 

PS: Mais uma coincidência à vista?

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