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Hoje na A Bola (8 de Abril), fomos presenteados com mais uma inenarrável prosa de Eduardo Barroso, bajulando o actual presidente do Sporting.

Se fosse um jovem incauto que facilmente se encontra numa qualquer rede social, dar-se-ia o desconto. Agora num homem inteligente (não fosse ele um dos melhores cirurgiões do mundo), já com uma certa idade, que vive o Sporting há décadas, confesso que me faz imensa confusão como se pode descer a um nível tão ridículo.

Não vou transcrever nada desse pedaço de prosa. É perder tempo - e eu perdi o meu.

Mas não resisto, e aproveito o momento para vos mostrar um vídeo de uma entrevista a Vale e Azevedo nos Donos da Bola em 1997, em que Eduardo Barroso era o "representante" do Sporting.

Eduardo Barroso criticou a forma de estar e os actos de gestão de Vale e Azevedo.

Através deste vídeo, desde logo se podem fazer várias analogias com o actual presidente do Sporting:

- Aquela pose de quem acha que convence os outros das suas atoardas.

- Promessas ao nível de contratar um Rui Costa (connosco foram os investidores russos e americanos).

- O rasgar contratos com outras entidades.

- O centralismo\presidencialismo, achando que ainda tem que reformular os estatutos para ter o poder total.

- Culpar todos os males do Benfica com os 10 anos anteriores, apelidando os anteriores dirigentes e o futebol português em geral, de muita irresponsabilidade.

- A vitimização perante a comunicação social.

 

Fora desta entrevista, ao longo dos anos, muitos outros episódios fazem lembrar o actual Sporting. Por exemplo:

- O afirmar que era o Salvador.

- A forma como quis despedir Manuel José por justa causa. 

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Assembleias-Gerais transmitidas em directo

- Apregoava que lutava contra o "sistema".

- O corte de relações e as constantes provocações aos presidentes de Sporting e FC Porto.

- Por vezes, comportava-se como um adepto. Numa vitória por 1-4 em Alvalade, ao lado de José Roquette, a cada golo, levantava-se e festejava de forma eufórica, demonstrando falta de respeito e pouco sentido institucional.

Num outro jogo contra o Sporting em Alvalade, assistiu ao jogo no meio da claque do Benfica, festejando eufóricamente os golos do seu clube.

- O colocar-se à margem dos 7-0 em Vigo, obrigando todo o plantel, através do capitão João Pinto, a pedir desculpa aos benfiquistas numa conferencia de imprensa (ainda não havia facebook para pôr em causa o profissionalismo dos jogadores).

- Deixou o João Pinto sair para o Sporting a custo zero, por incompatibilidades (Carrillo).

 

Estas personalidades, por vezes, surgem na política como no futebol. Surgem sempre após momentos de crise, e os espertalhões aproveitam a oportunidade, já que o país ou a instituição estão vulneráveis a ouvirem as atoardas do primeiro aventureiro que surgir. Foi assim com o Benfica de Vale e Azevedo, foi assim como este Sporting, como foi em muitos outros casos da história da política.

 

Personalidades que se agarram ao poder e que tentam viver à custa do cargo, seja para conseguir dinheiro ou estatuto social. A sua politica visa sobretudo a reeleição, e não o diálogo aberto e saudável sobre o que poderá melhor servir os interesses da instituição. Logicamente, que nestas circunstâncias, quem perde é a instituição, e o final da história, é um rastro de destruição com as pessoas completamente divididas e a instituição muito mais pobre.

 

Perguntam vocês: e o Bruno de Carvalho está-se a servir do Sporting? Bem, o passado empresarial de Bruno de Carvalho fala por si. Os 10.000€ de ordenado são um luxo, e ele próprio já apelou numa Assembleia-Geral para não o deixarem cair - porque tem família, e em Portugal não consegue emprego. Ou seja: ele próprio assume que está agarrado ao poder por questões que não têm a ver com o Sporting.

 

PS: Mais uma coincidência à vista?

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